Inovação x Reação: como inovar no novo normal do mercado?

Como inovar no chamado novo normal? Essa é uma reflexão importante e pontual para o momento.

Este artigo vai ampliar a sua visão sobre inovação e, possivelmente, pode gerar insights sobre ideias e técnicas a colocar em prática com o objetivo de fazer da sua marca ou produto um diferencial competitivo em seu mercado de atuação.

Em tempos de pandemia global, onde milhares de empresas encerraram suas atividades e o desemprego atingiu milhões de pessoas em todo o mundo, diversos profissionais se reinventaram.

Buscaram novas oportunidades, pensaram fora da caixa e conseguiram se sobressair em um novo momento da economia.

Muitas empresas tiveram que desconstruir os seus negócios e buscar novas soluções para se manterem firmes nesse novo normal.

Mas como esses profissionais e empresas conseguiram se reinventar? O que os fez pensar diferente? Por que outros não conseguiram ir adiante e não tiveram sucesso?

Siga com a leitura para descobrir mais sobre esse curioso tema.

Estes são os tópicos que iremos abordar:

  • O que é inovação?
  • Tipos de Inovação
  • Entendendo o conceito de novo normal
  • Habilidades do profissional inovador
  • Inovar no Novo Normal, como?

O que é inovação?

Segundo Michael Porter, autor do modelo 5 Forças de Porter sobre enfrentamento da concorrência, “as empresas devem ser flexíveis para reagir com rapidez às mudanças competitivas de mercado”.

Dessa forma, inovar se torna algo essencial e vital para qualquer negócio ou profissional.

Pelo conceito acadêmico, temos a seguinte definição para inovação em nosso dicionário de língua portuguesa:

  • Inovação: ato ou efeito de inovar
  • Inovar: produzir ou tornar algo novo, renovar, restaurar.

Muitas pessoas confundem o ato de inovar somente a possibilidade de criar algo novo e não pensam que inovar também significa transformar.

Ou seja, reformar, restaurar, dar um novo significado.

Seguindo esse raciocínio, podemos partir do princípio de que a inovação pode ser aplicada a tudo, desde a criar um produto, serviços, marca ou até mesmo reinventá-los por outra forma de pensamento e utilidade.

Isso se aplica facilmente às 5 forças de Porter:

Criatividade – a produção de ideias que são, ao mesmo tempo, novas e úteis (Amabile, 1983, 1996) – está intimamente ligada à inovação, que envolve a conversão de ideias em novos produtos, serviços ou maneiras de fazer as coisas (por exemplo, Kanter, 1988; West, 2002). A maioria dos estudos na área de inovação diferencia pelo menos duas atividades no processo de inovação: geração de ideias e implementação de ideias. Conceito amplamente difundido pela Harvard Business Review.

  1. Rivalidade entre concorrentes
  2. Poder de barganha dos fornecedores
  3. Poder de barganha dos clientes
  4. Ameaça de novos concorrentes
  5. Ameaça de novos produtos ou serviços.

Se uma marca ou profissional se atenta constantemente aos cinco pontos listados acima, dificilmente perderá o elo com o pensamento inovador.

Para se manter competitivo, é preciso estar constantemente atualizado.

Logo, a inovação será algo quase que natural.

E quando dizemos que isso acontece naturalmente, é quase como o estado da graça no mundo da inovação.

Tipos de Inovação

Tipos de inovação

Agora que o termo inovação está claramente apresentado, é possível seguirmos com os tipos de inovação e entender como somos impactados diretamente por cada um deles.

Vejamos a seguir:

1. Inovação de Produto

Conceito diretamente ligado ao ciclo de vida do produto.

Hoje, praticamente quase todas as marcas buscam a inovação dos seus produtos – isso se tornou um fator de competitividade entre as empresas.

Como exemplo, temos duas situações extremamente comuns:

  • Novas versões de aparelhos celulares
  • Novas versões de modelos de veículos.

Dentro da visão do pensamento inovador, essas marcas definem os ciclos de vida de cada produto e as estratégias de lançamentos das novas versões.

E vão além disso, definindo como criar a necessidade do consumidor pelo novo modelo que será lançado.

O que terá de diferente? Quais as vantagens em relação aos concorrentes?

2. Inovação de Processo

Nesse item, a tecnologia vem como principal aliada, não só pelo fator de redução de custos, mas pela facilidade que aquele novo processo vai gerar para aquela marca.

Como exemplos, podemos citar:

  • Implementação de um novo sistema de gestão
  • Lançamento de um novo aplicativo
  • Lançamento de um novo site com foco em UX – experiência do usuário.

3. Inovação de Modelo de Negócio

Aqui, podemos entender um negócio como uma empresa ou como a carreira de um profissional.

Ambos são modelos de negócios e irão requerer inovação e atualizações constantes.

Por essa visão, podemos ter como exemplos os seguintes itens:

  • Novos serviços a serem lançados por uma marca
  • Abertura de novos mercados
  • Descontinuidade de produtos ou serviços (isso também se caracteriza), devido a novos que serão lançados e substituirão os antigos.
  • Novo plano de carreira (para profissionais)
  • Novos cursos de atualização (para profissionais).

Agora, vem uma questão-chave: você ou sua empresa tem inovado? A pandemia de Covid-19 estagnou ou acelerou o seu processo de inovação?

Cabe uma reflexão antes de seguir ao próximo tópico.

Entendendo o conceito de novo normal

Então, surge o “novo normal”.

Nunca se ouviu tanto uma expressão como essa.

Mas, antes de falar sobre o que é novo, que tal falarmos do que é normal?

Segundo nosso dicionário, “normal” é aquilo que segue uma regra, regular, que é usual, comum, natural.

Se analisarmos o normal por esse prisma, podemos dizer que é aquilo que é natural para empresas e para profissionais.

Logo, o novo normal é aquilo que está fora de regra, que não é usual.

Que tal fazermos uma reflexão?

No início do texto, mencionamos que inovação é algo essencial para empresas e para profissionais.

Partindo desse ponto, inovação é algo normal. Certo?

Se o novo normal significa o diferente do normal, logo, podemos traçar uma nova linha de raciocínio:

Se, antes da pandemia, o normal era inovar, com a pandemia, o novo normal significa dizer que:

  • As empresas, produtos, serviços e profissionais deverão inovar ainda mais.

Logo, o novo normal deve ser visto como ápice da inovação.

Todos devem pensar em como se reinventar e como gerar novas formas de receitas, de sucesso e de destaque no mercado.

Habilidades do profissional inovador

Habilidades do profissional inovador

Você sabe quais são as 7 competências de um profissional inovador?

Veja a lista:

  • Curiosidade
  • Associação
  • Observação
  • Proatividade
  • Networking
  • Atualização
  • Pensamento crítico.

Aqui, faremos uma analogia entre as competências de um profissional inovador e de empresas inovadoras, pois ambos são correlatos.

As empresas com visão inovadora buscam profissionais com essas características e, através de equipes multidisciplinares, favorecem um ambiente propício à inovação.

Quando existem poucos profissionais com essas habilidades desenvolvidas, a tendência das empresas é de ter um ciclo de inovação mais lento que as demais, favorecendo o avanço dos concorrentes.

Porém, agora que já sabemos o que é inovação, o que é normal, o que é o novo normal e quais são as habilidades de profissional inovador, ligaremos todos os pontos e responderemos à pergunta principal do tema deste artigo.

Inovar no Novo Normal, como?

Se inovação deve ser algo constante e inerente às marcas e profissionais, o novo normal deve ser marcado por ciclos mais rápidos de inovação.

E, agora, temos a resposta de uma das perguntas desse texto:

  • Por que muitas empresas não evoluíram no processo de inovação no novo normal?

A resposta é simples: estas empresas não tinham a cultura da inovação em seu DNA, em sua estrutura organizacional.

Possivelmente, a inovação não deveria ser a prioridade número 1 dos seus gestores.

Claro, não podemos simplesmente atribuir o fechamento de empresas à falta de inovação. Seria algo arriscado e hipotético, uma vez que podem existir outros fatores que geraram esse resultado.

O mesmo ocorre com profissionais que perderam os seus postos de trabalho durante a pandemia. Não significa dizer que eles não foram inovadores, mas que circunstâncias atípicas os afetaram de imediato.

O que diferencia ambas as situações é um simples paradoxo.

Empresas afetadas durante a pandemia e que possuíam a cultura da inovação arraigada em suas estruturas recorreram à novas formas de atuação.

Seguiram para o mercado online, lançaram novos produtos e serviços, readequaram suas estruturas, ouviram seus consumidores, foram além e conseguiram se manter firmes.

Profissionais que foram desligados ou tiveram suas jornadas afetadas, mas que tinham alto grau de pensamento e atitudes inovadoras, criaram e tiveram novas ideias, fortaleceram seus lados empreendedores e o principal: não tiveram medo de errar!

Conclusão

Com isso, fechamos esse artigo com a seguinte visão: sim, é possível inovar em tempos de novo normal, desde que o normal seja regado com a semente da inovação.

Se isso acontecer, com certeza, as chances de o novo normal ser mais leve, feliz, prazeroso e sustentável serão sólidas quanto as suas bases de inovação.

Artigos recomendados

Inteligência Artificial

Inteligência Artificial Aplicada ao Marketing e Profissões

A Inteligência Artificial aplicada ao marketing não é mais futuro — ela já chegou e está moldando profissões e resultados com precisão inigualável. Chatbots conversacionais, automação inteligente de e‑mails e ferramentas de análise preditiva não só economizam tempo, mas geram insights valiosos: identificam os melhores leads, predizem comportamentos e entregam mensagens altamente personalizadas. Imagine, por exemplo, a automação que detecta padrões no comportamento do usuário — abandonos de carrinho, interações positivas, consultas — e aciona fluxos de nutrição personalizados via e‑mail, SMS e remarketing.  Para aplicar IA com impacto, comece definindo metas claras (quer aumentar leads em 30%, reduzir CAC ou melhorar retenção?). Em seguida, mapeie a jornada de compra do seu público e selecione as ferramentas certas: CRMs inteligentes, plataformas de automação com IA, dashboards preditivos. Depois, aperfeiçoe processos internos: crie rotinas de coleta de dados, treine equipes para usar tecnologia e mensure resultados constantemente.Essa transformação requer novas competências: você passa a ser analista de dados, estrategista de automação e curador de conteúdo com base em algoritmos. E é aí que você entrega valor real — você combina seu conhecimento humano com a escala e precisão da tecnologia. Sites se tornam inteligentes, conteúdos se adaptam ao perfil do visitante e campanhas evoluem com dados. O diferencial competitivo está aí: quem domina IA em sua estratégia, consegue segmentação afiada, performance escalável e resultados mensuráveis. Não é sobre tecnologia — é sobre estratégia: colocar IA no centro do seu marketing e da sua carreira para potencializar sua atuação, elevar o ticket médio e garantir relevância na era digital.

Ler artigo ➜
Alta Performance

Design para Performance: Como Layouts Inteligentes Aumentam Conversão e Engajamento

No marketing digital atual, não basta ter um visual bonito — é preciso ter um design que converte. Layouts que não guiam a atenção, não incentivam a ação ou não comunicam com clareza desperdiçam oportunidades. E, ao contrário do que muitos pensam, design não é só estética — é estratégia visual orientada por comportamento. Empresas que investem em design para performance transformam suas páginas, campanhas e perfis em ativos que vendem, captam leads e fortalecem a marca. O que é design para performance? É o design criado para alcançar objetivos específicos — como cliques, vendas, preenchimento de formulários, agendamento de reuniões, entre outros. Ele une: Em outras palavras, é o design que funciona — porque respeita o usuário e serve ao negócio. Onde aplicar esse tipo de design? Por que isso é tão importante? Porque o tempo de atenção do usuário está cada vez menor. Se o seu visual não engaja em segundos, ele é ignorado. E pior: um design mal feito passa insegurança e amadorismo, mesmo que o serviço ou produto seja excelente. Como destaca Wilson Silva, especialista em branding e performance digital: “Design que não gera ação é decoração. O bom design serve ao propósito da marca, não apenas ao gosto pessoal.” Se você quer elevar o nível visual da sua comunicação com foco em resultado, conheça nossos projetos em www.wslabs.ai. Conclusão Design para performance é um investimento estratégico. Ele não só embeleza, como converte, orienta e diferencia. Se você quer ser lembrado, precisa primeiro ser compreendido — e isso começa pelo visual certo.

Ler artigo ➜
Consultoria Digital

Que tal um CHA de inovação?

Seria fácil se na prática as organizações ou profissionais pudessem tomar “um chá” e pronto: virassem inovadores! Na realidade, quis fazer uma brincadeira com a tradução real desta sigla CHA que significa: Conhecimento, Habilidade e Atitude. Sem esses 3 ingredientes é impossível ter uma cultura inovadora, seja ela, pessoal, profissional ou empresarial. Ao final, o resultado desta somatória será a competência INOVAÇÃO. Sim, hoje, esse skill é visto como competência. Mas como inovar na prática? Esta é a questão chave e confesso que é um assunto que, se deixar, vou escrever horas sobre isso… Na verdade, segundo autores como: Teresa Amabile e Gary Pisano, esta competência depende de diversos fatores e aqui coloco uma opinião pessoal sobre o tema. Do ponto de vista individual: Conhecimento – pensar de forma criativa, estar aberto a isso; Habilidade – expertise sobre o assunto ou ação em foco; Atitude – colocar em prática os dois primeiros itens, envolvendo a motivação intrínseca ou extrínseca de cada um. A primeira motivação é a que vem dentro do indivíduo, sem estímulo externo, e a segunda é exatamente aquela que nasce com fator motivador externo. Do ponto de vista empresarial: As organizações devem ter e favorecer uma cultura inovadora e isso vai propiciar o desenvolvimento de novas ideias, além de motivar os talentos a buscarem mais conhecimentos e possibilidades para aquele segmento ou contexto. Os valores também contribuem diretamente, pois refletem na cultura e por sua vez, no clima. Parece complexo, mas é mais simples do que se imagina. Além disso, o líder tem papel direto no desenvolvimento desta cultura, principalmente com a formação de equipes competentes e produtivas, voltadas para inovação, abertas às mudanças e tecnicamente preparadas. Por sua vez, as equipes devem ter o self management ou auto-gestão, que está diretamente ligado à proatividade, à busca

Ler artigo ➜