Que tal um CHA de inovação?

Seria fácil se na prática as organizações ou profissionais pudessem tomar “um chá” e pronto: virassem inovadores!

Na realidade, quis fazer uma brincadeira com a tradução real desta sigla CHA que significa:

Conhecimento, Habilidade e Atitude.

Sem esses 3 ingredientes é impossível ter uma cultura inovadora, seja ela, pessoal, profissional ou empresarial. Ao final, o resultado desta somatória será a competência INOVAÇÃO. Sim, hoje, esse skill é visto como competência. Mas como inovar na prática?

Esta é a questão chave e confesso que é um assunto que, se deixar, vou escrever horas sobre isso… Na verdade, segundo autores como: Teresa Amabile e Gary Pisano, esta competência depende de diversos fatores e aqui coloco uma opinião pessoal sobre o tema.

Do ponto de vista individual:

Conhecimento – pensar de forma criativa, estar aberto a isso;

Habilidade – expertise sobre o assunto ou ação em foco;

Atitude – colocar em prática os dois primeiros itens, envolvendo a motivação intrínseca ou extrínseca de cada um. A primeira motivação é a que vem dentro do indivíduo, sem estímulo externo, e a segunda é exatamente aquela que nasce com fator motivador externo.

Do ponto de vista empresarial:

As organizações devem ter e favorecer uma cultura inovadora e isso vai propiciar o desenvolvimento de novas ideias, além de motivar os talentos a buscarem mais conhecimentos e possibilidades para aquele segmento ou contexto. Os valores também contribuem diretamente, pois refletem na cultura e por sua vez, no clima.

Parece complexo, mas é mais simples do que se imagina.

Além disso, o líder tem papel direto no desenvolvimento desta cultura, principalmente com a formação de equipes competentes e produtivas, voltadas para inovação, abertas às mudanças e tecnicamente preparadas.

Por sua vez, as equipes devem ter o self management ou auto-gestão, que está diretamente ligado à proatividade, à busca por resultados e visão 360.

Por outro lado, as organizações devem estar abertas à evolução contínua, estarem atentas ao mercado e dedicarem horas desenvolvendo suas equipes, ao planejamento empresarial, tendo um excelente processo de recrutamento e clareza nas diretrizes internas e com os stakeholders. O resultado de tudo isso vai ser uma cultura inovadora e com maior retenção dos talentos.

Individualmente, cada profissional deve ter sempre uma análise do seu produto:

Estou qualificado?

Quantas horas me dedico buscando novos conhecimentos?

Quais são os meus pontos de melhoria?

E isso deve ser feito constantemente, de forma humilde, aberta e procurando sempre ter uma visão interna e externa sobre cada tema.

Sem dúvida, este artigo não é a receita para a inovação, mas apenas uma análise que espero contribuir para o sucesso de muitos profissionais e empresas.

Wilson Silva

Artigos recomendados

Wilson Silva

O Poder da Personalização: Como a IA Transforma a Experiência do Cliente B2B em Escala

Enquanto empresas B2B debatem sobre adoção de IA, as que já implementaram uma arquitetura real de personalização estão silenciosamente ampliando contas que antes estagnavam, reduzindo churn em segmentos que pareciam perdidos e criando uma distância competitiva que será muito difícil de recuperar. O McKinsey Global Institute estima que empresas que personalizam em escala geram entre 5% e 15% a mais de receita e reduzem custos de aquisição em até 50%. O problema é que a maioria das organizações B2B ainda confunde personalização com segmentação básica — e paga um preço caro por isso. A Inteligência Artificial não tornou a personalização mais fácil. Ela tornou a ausência de personalização imperdoável. Este artigo destrincha como construir uma arquitetura de personalização B2B com IA que funciona na prática: da unificação de dados ao agente que orquestra cada ponto de contato, passando pelas métricas que realmente importam para o C-Level. Por Que a Personalização B2B Ainda Falha em Escala O cenário é familiar para qualquer gestor de Customer Success ou Revenue Operations. Dados espalhados em três CRMs diferentes. Histórico de suporte que não conversa com o time de expansão. Onboarding padronizado para contas que pagam R$ 5 mil e R$ 500 mil por mês. Mensagens de renovação disparadas com base em data de contrato, não em sinal de churn. O problema estrutural da personalização B2B não é falta de dados — é fragmentação de dados combinada com ausência de inteligência que os interprete em tempo real. As abordagens manuais ou semi-manuais têm um teto de escala intransponível. Um gerente de conta pode acompanhar com profundidade entre 20 e 40 contas. Uma empresa que cresce além disso sem mudar a arquitetura de relacionamento está, inevitavelmente, entregando uma experiência genérica para a maioria da sua base. O custo dessa generalização é chamado de churn silencioso: o

Ler artigo ➜
Branding Estratégico

A diversidade no mundo corporativo

O que é diversidade? substantivo feminino Os conceitos são claros e vivemos em uma sociedade composta por uma variedade de etnias, religiões, sexo entre outros aspectos. Mas apesar do significado ser comum a todos, como é na prática, especialmente, a diversidade no mundo corporativo?  No passado, vários executivxs masculinos tinham que levar uma vida paralela, onde na empresa eram héteros e na vida pessoal eram gays. Em muitos casos, a vida dupla se estendia até a vida pessoal, pois a família não podia saber… (era segredo). Será que isso mudou mesmo? Bom, acredito que evoluímos, mas ainda existem casos em que esta realidade, principalmente a última, ocorre. E esse não é o objetivo do post, discutir as questões pessoais de cada um… Hoje, muitas empresas, principalmente, as multinacionais, possuem uma politica de diversidade e inclusão, com preceitos a serem observados por todos colaboradores. São criados comitês internos que discutem boas práticas e combatem o preconceito em todas as áreas destas companhias que adotam e são exemplos a serem seguidos. Quando determinado colaborador se ver incluído na organização, se percebe como parte integral daquele meio e se sente livre para ser quem ele é, não tenho dúvida que ali, naquele ambiente corporativo, o índice de produtividade será bem maior, além da melhora efetiva do clima organizacional.  Já muitas outras empresas adotam uma “política” diversidade, apenas como algo que está na moda, que faz bem para o mercado e clientes saberem existe uma política divulgada. Triste realidade, pois uma apresentação em Power Point ou divulgação em mídias sociais, não faz de uma empresa A, B ou C, mais ou menos tolerante à diversidade.  Mas como criar e implementar um programa de inclusão e diversidade?  Primeiro, essa vontade deve partir da alta gestão, elx precisa ser a defensorx ou ao menos chancelar um

Ler artigo ➜
Cases

Case de Sucesso: Como uma Agência de Turismo Aumentou Conversão em 180% Com Automação Inteligente

São Paulo, janeiro de 2024. Marina, dona de uma agência de turismo com 12 funcionários, estava exausta. Mais de 300 mensagens por dia no WhatsApp. Sempre as mesmas perguntas: Sua equipe gastava 6-8 horas/dia respondendo perguntas básicas. Sobrava pouco tempo para: O paradoxo: Quanto mais clientes chegavam, menos tempo tinham para atender bem. Qualidade caía. NPS despencava. Equipe no limite do burnout. Marina sabia: ou automatizava ou parava de crescer. 90 dias depois da transformação digital: Como ela fez isso? Vamos ao case completo. A Situação: Crescimento Que Virou Problema Perfil da Empresa: Momento Crítico (Dezembro 2023): Após matéria em revista popular, demanda explodiu: Mas conversão despencou:

Ler artigo ➜